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"VEM pra Ilha do Bororé" por Claudia Visoni

Foto tirada da balsa. Esse é o cenário da Ilha do Bororé. São Paulo, vc continua me surpreendendo!

 

VAI PRA ILHA DO BORORÉ!


Tem nome de destino chiquérrimo de turismo no Nordeste, mas é um bairro de São Paulo/Capital que fica numa península da Represa Billings (na parte mais limpa) dentro de uma APA/Área de Proteção Ambiental.

 

Eu nasci e cresci aqui e até um ano atrás também nunca tinha ouvido falar na Ilha do Bororé. Até que fui participar de um encontro de permacultura lá. Amei! E tive a sorte de voltar no fim de semana passado para dar aula no PDC (curso de permacultura) do Permasampa que estava acontecendo na Casa Ecoativa.

Seu passaporte/passagem para chegar lá é seu bilhete único. Tem que atravessar de balsa e o cenário é absolutamente tudo o que você achava que não existia nessa megalópole. Demora mais ou menos 2 horas a partir do metrô Pinheiros.

 

A Casa Ecoativa é um centro cultural/ecológico mantido no Bororé em parceria pelos coletivos locais e com o apoio da Secretaria do Verde. Ficou famosa pelos saraus de alta qualidade artística, pelas atividades de educação ambiental e pelas intervenções permaculturais como as instalações feitas com a técnica da bioconstrução, o saneamento ecológico, a horta e a agrofloresta (em fase de implantação). Ali também acontece a distribuição de alimentos orgânicos cultivados no Sítio Paiquerê, que fica grudado, pelo esquema CSA.

 

Paulistano vive atrás dos pontos turísticos mais loucos pelo Brasil e pelo mundo. Mas aqui mesmo na cidade tem esse lugar incrível que quase ninguém conhece. O sarau acontece todo penúltimo sábado do mês das 19h às 23h (dá tempo de voltar para qualquer canto da cidade pela balsa + transporte público). Ou seja, o próximo é agora, dia 21. Vai lá! Aproveite a viagem e chegue durante a tarde para ver a 2ª Mostra Cultural Adrião Escola Aberta (que vai rolar na Escola Estadual Professor Adrião Bernardes, ali pertinho). Visite também a igreja e o Armazém do Edinho.

 

Agradecimento ao Jaison Pongiluppi Lara, educador e permacultor, um paulistano nativo da Mata Atlântica, cuja família está no Bororé (aliás, bororé é o nome de um veneno indígena usado em flechas) há 3 gerações. Ele é uma das pessoas que faz a Casa Ecoativa acontecer tão lindamente. <3

 

Agradecimento à Tomi Kunikawa, agricultora que toca a plantação biodinâmica do Sítio Paiquerê (nome de um papagaio colorido que era abundante na região e está extinto) e fornece alimento orgânico maravilhoso não só para o pessoal da região como também para restaurantes chiques dos Jardins e para o Instituto Chão. <3

 

O resto conto nas legendas das fotos.

 

Como chegar - Pegue o trem da CPTM até o Grajaú, no terminal vá até a plataforma 35 e embarque no ônibus “Ilha do Bororé”. Pode atravessar a balsa a pé e chegando do outro lado é só subir a ladeirinha uns 100 metros que você chegou na Casa Ecoativa. (De carro dá para ir, mas eu não sei)

 

Aqui link para o Guia Turístico de Parelheiros

 http://www.cidadedesaopaulo.com/…/parelheiros-na-rota-do-t…/

Aqui uma matéria que explica mais sobre a Ilha do Bororé

https://noticias.uol.com.br/…/refugio-paulistano-ilha-do-bo…

 

 Seu passaporte/passagem para a Ilha do Bororé.

 

Plataforma 35 do Terminal Grajaú. É de lá que sai ônibus Ilha do Bororé a cada meia hora.

 

E o ônibus fura a fila e entra primeiro na balsa.

 

Na minha balsa vieram também os três cavaleiros.

 

Chegando a Bororé. A água de Billings está verdinha, com algas, não é assim muito limpa, mas não tem cheiro. No dia que todo mundo fizer saneamento ecológico como a Ecoativa vai ser limpíssima.

 

 

Tirei essa foto da travessia usando zoom. É o Rodoanel.

 

Fila da balsa em plena São Paulo.

 

Descendo da balsa a primeira coisa que você encontra é a casa da polícia ambiental.

E a vizinha da polícia é a Ecoativa, point dos artistas e dos permacultores. Sarau nesse sábado às 19hs. Recomendadíssimo!

 

Galera fazendo mutirão no PDC do PermaSampa. Foi demais esse curso! 

 

A turma ali no fundo preparando bambu para bioconstrução sob orientações do Marcos Tica, que não aparece na foto.

Uma rua típica da Ilha do Bororé.

 

Essa é a trilha da Casa Ecoativa para o Sítio Paiquerê. Ao fundo, a balsa. Alguma coisa acontece no meu coração...

O Sítio Paiquerê, da agricultora Tomi Kunikawa. Um paraíso agrícola.

 

Vejam a sede do Sítio Paiquerê. O lugar tem uma história louquíssima. Foi construído nos anos 50 para ser um cassino e toda essa arquitetura modernista agora está lá, convivendo com a roça e sendo ocupada pelos permacultores. Obrigada Tomi pela generosidade!

Uma garça paulistana. 

Essa é a Tomi. Ficamos lá naquele papinho de agricultora: "Para sair da minha roça é tão difícil, não quero ficar longe das plantas". (Sou assim tb)

Olha a plantação da Tomi! Nunca vi tanto peixinho na vida. E continuamos o papo de roceira: "Ai, com esse calor as plantas já estão sofrendo..."
 

Do lado do peixinhal, um montão de brócolis. Daqui para os restaurantes chiques de SP.

 

A turma do curso ficou hospedada no sítio.
 

PDC também tem aula! Essa é a minha. Está vendo aquela garrafinha com líquido laranja sobre a mesa? É enzima cítrica. Meu tema dessa vez foi produtos de limpeza caseiros ecológicos.
 

A galera do PDC em clima de harmonia total. Viva a Sociedade Alternativa! Obrigada pela foto Maria Eudóxia Carvalho.

 

 

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