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Participação de Guilherme Castagna no Fórum Cidadão - Brasília

 

"De acordo com Castagna, a água é usada de maneira “burra” no Brasil, pois a versão potável do líquido acaba servindo para todo tipo de propósito, inclusive os menos nobres, como a irrigação urbana ou descarga de vasos sanitários. Para ele, deveria-se aumentar a utilização de “água inferior”, ou seja, de reúso, para esses fins."

 

Hoje o nosso educador Guilherme Castagna, engenheiro civil e designer ecológico na Fluxus Design Ecológico, Almagestum e ativista no grupo Aliança pela Água coordena o painel "Tecnologias ambientais de baixo custo para purificação da Água" no Fórum Cidadão, dentro do Fórum Mundial das Águas.

"O debate é precedido pela apresentação de 3 experiências no temas:

 

1. Luciah Monchere, gestora do "Kibera Town Centre", onde acontecem as atividades da ONG Queniana Human Needs Project. Kibera é oficialmente a maior favela do mundo, habitada por 2 milhões e meio de pessoas, e onde o Kibera Town Centre oferece água para usos diversos para os moradores da redondeza, desde água potável para consumo, lavanderias, chuveiros, e banheiros, este ultimo atendido por água de reuso produzido pelo tratamento de suas próprias águas servidas.

 

2. Eklavya Prasad, fundador e gestor da ONG indiana "Megh Pyne Abhiyan" (literalmente Campanha pela Água da Nuvem), cuja atuação teve início no estado de Bihar onde os alagamentos causados pelas chuvas de monções tornavam impossível o acesso dos moradores aos manancias tradicionais. A partir dessa realidade, MPA promoveu a adoção ampla da captação e do aproveitamento da água de chuva durante o período de monções, o que levou a um impulso para o resgate das estruturas ancestrais de manejo de água, como os poços comunitários, a adoção de práticas de saneamento ecológico, a construção local e autônoma de filtros de areia e carvão para tratamento de água do lençol que apresentava elevados teores de ferro e arsênico, além da adoção de análises simplificadas pelos usuários para garantir o acesso à água de boa qualidade.

 

3. Ricardo Bernardes, assessor técnico do Memorial Chico Mendes, apresentando sua experiência com captação de água de chuva, saneamento, e tratamento de água de poços rasos com a combinação de filtros de areia e filtros aerados construídos com comunidades ribeirinhas da região Amazônica. Um vivo paralelo com a experiência apresentada por Eklavya na India.

 

E você, sabe de onde vem a água que bebe, bem como sua qualidade? Ainda que focado em iniciativas que adotam a descentralização como base para sua atuação, o acesso à água de boa qualidade é um tema que nos faz lembrar da qualidade da água que bebemos nas grandes cidades, e em especial das comunidades atingidas por derramamentos de materiais tóxicos, como vilarejos e cidades de grande porte situados à margem do Rio Doce, por exemplo. De que forma essas experiências podem trazer ensinamentos relevantes para a gestão de água em grande escala?"

 

Esses temas todos estão sendo discutidos neste momento em Brasília e, com certeza o Gui tratá importantes reflexões sobre esse momento em nossa aula no PDC 7!

 

Aproveitamos para divulgar essa matéria na qual ele participou pelo NEXO JORNAL, sobre diversificação de sistemas hídricos.

 

https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/03/10/Como-as-cidades-podem-se-preparar-melhor-para-enfrentar-crises-h%C3%ADdricas

 

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